sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

FORMAÇÃO DE SAFADEZA: ROSEANA SARNEY E O COMPARSA ARNALDO MELO DEIXARAM EM CAOS AS CONTAS DO ESTADO DO MARANHÃO.

Em entrevista coletiva, nesta manhã de sexta-feira (09), o secretário Chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, apresentou o caos financeiro deixado pela ex-governadora Roseana Sarney e pelo ex-governador interino, deputado Arnaldo Melo. Segundo os números revelados à imprensa, o governador Flávio Dino encontrou nos cofres do Estado a importância de R$ 24.154.343,71 e uma dívida da ordem de R$ 1,2 bilhão. O saldo encontrado, conforme o secretário, representa apenas 8 por cento dos gastos com a folha de pagamento dos servidores.

A previsão de receita para janeiro de 2015 é R$ 811 milhões, enquanto as despesas são da ordem de R$ 893 milhões, o que representa um déficit de R$ 82 milhões. Apesar da defasagem entre receita e despesas, Tavares garantiu, no entanto, que não existe o menor risco do funcionalismo ficar sem receber seus vencimentos este mês.

O secretário anunciou que todas essas dificuldades deverão ser superadas, nesse primeiro momento, com as medidas de contenção de despesas adotadas pelo governador Flávio Dino, entre as quais cortar 30% do custeio e a suspensão das ordens de pagamento assinadas no último dia do governo tampão de Arnaldo Melo, o que deverá proporcionar uma economia da ordem de mais de R$ 800 milhões.

Roseana não pagou consignados

O secretário informou que o maior susto foi descobrir que a ex-governadora Roseana Sarney reteve dinheiro dos servidores para pagamentos de empréstimos consignados e não repassou aos bancos credores. Os funcionários públicos que pediram empréstimo somente não terão seus nomes enviados ao Serasa porque o governador já se comprometeu em pagar o que é devido.

Deforma didática, Tavares, que estava acompanhado do secretário da Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves, e da secretária de Planejamento, Cíntia Mota Lima, apresentou um quadro da dívida herdada do governo anterior. Conforme os dados apresentados, Roseana reteve R$ 79 milhões dos consignados, deixou de repassar R$ 58 milhões ao FEPA/FUNBEN e mais R$ 423 milhões de restos a pagar.

Como se não bastasse, Roseana Sarney deixou de pagar precatórios desde de 2012. Pelo mapa das dívidas, o governo passado não pagou R$ 151 milhões, R$ 131 milhões e R$ 263 milhões em 2014. A dívida somada chega a R$ 1,105 bilhão. 

Crédito futuro 

O secretário procurou esclarecer sobre o suposto R$ 2 bilhões deixados nos cofres do Estado para Flávio Dino pelo governo passado. Tavares explicou que esses recursos são créditos futuros decorrentes do empréstimo feito junto ao BNDES, mas deixou uma dívida de R$ 7 bilhões com os bancos e com uma parcela no valor de R$ 164 milhões vencendo agora em janeiro.

O secretário da Casa Civil reafirmou que o governo Flávio Dino encontro no caixa do Estado apenas a importância de R$ 24 milhões e dívida superior a R$ 1 bilhão e que “o resto é balela”.

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