quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Dono do Aviões do Forró é levado pela PF; veja o vídeo

O dono da Banda Aviões do Forró, o empresário Isaías Cds, foi levado logo nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 18, pela Polícia Federal. O vídeo abaixo mostra Isaias sendo conduzido de dentro do seu apartamento até a parte interna do camburão.
isaias-cds
Isaias Cd’s
O cumprimento é em razão da operação deflagrada como “For All” que investiga fraudes no Imposto de renda que tem como alvo principal a banda cearense Aviões do Forró. A empresa A3 Entretenimento administra a banda além de casas noturnas no Ceará.
Informações falsas teriam sido fornecidas para facilitar a sonegação de impostos. A operação também apura a suspeita de lavagem de dinheiro em shows em diversas capitais, falsidade ideológica e associação criminosa.
Por enquanto não há mandados de prisão nesta fase inicial, porém estão sendo cumpridos 32 mandados de condução coercitiva e 44 de busca e apreensão, além de ter sido decretado o bloqueio de imóveis e veículos de pessoas ligadas diretamente ao grupo empresarial.
O nome da operação faz alusão à expressão da língua inglesa “for all” (para todos), partindo da versão de que engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western no início do século passado, promoviam bailes abertos ao público (for all). Assim, o termo passaria a ser pronunciado “forró” pelos nordestinos. O nome da operação veio dessa origem popular da palavra forró, principal ramo de atividade do grupo investigado.
Solange Almeida e Xandy
Solange Almeida e Xandy
Os cantores Solange Almeida e José Alexandre conhecido como Xandy também estão sendo alvos da operação. Todos os envolvidos tiveram seus sigilos bancários quebrados o que facilitou a localização de várias pessoas envolvidas no esquema.
Os investigadores são acusados de inserir dados falsos em declarações de Imposto de Renda; não declararem aquisição de veículos e imóveis. Há, ainda, divergências sobre valores pagos a título de distribuição de lucros e dividendos, movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados, pagamentos elevados em espécie, além das diversas variações patrimoniais a descoberto.
De acordo com o PF, o valor sonegado pelo grupo ultrapassa os R$ 500 milhões de reais.
Veja abaixo o momento em que o empresário é levado.

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